quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Nova série de postagens


Por mais que os tempos clamem por assuntos políticos, aqui resistiremos bravamente contra esta tendência, uma vez que já temos tido bastante orientação deste tipo de vários canais, inclusive em nossas reuniões.
Aqui, como sugerido, vamos abordar outra questão, que se não é tão urgente quanto, é mais: músicas evangélicas e suas letras.
Sei que o assunto é polêmico, e como bem dissemos: por isso é importante! Continuará a ser polêmico se não tratarmos de maneira séria e bem fundamentada. A menos que saibamos o que a Palavra de Deus tem a dizer, como nos posicionaremos frente aos assuntos polêmicos? Ele não sumirão ou se resolverão se não os enfrentarmos...
Para nos preparar para tratar destes assuntos, compartilho uma pérola que um amigo me mandou. Está traduzida do inglês e é bem interessante. Acompanham meus comentários. Uma adaptação final será preciso para acomodar-se à realidade brasileira. Segue abaixo:
"Os Solas da igreja Moderna"

1. Sola Cultura – A Cultura define a pregação bíblica. Os púlpitos se tornaram reféns da platéia. A voz profética calou-se para coçar os ouvidos secularizados dos ouvintes. O evangelho é domesticado para atender às expectativas culturais do povo.

2. Sola Successa – Sucesso numérico sempre determina a verdade e o contentamento. O sucesso não é medido pela nível de pureza e fidelidade Às EScrituras, mas pela quantidade de cabeças presentes a uma reunião, ou pela quantidade de nomes escritos numa lista de colaboradores financeiros. Sucesso se torna o alvo da Igreja, e não alcançar vidas com o poder transformador do evangelho.

3. Sola Entertaina – Rir é o melhor remédio. A doutrina precisa sair. Entretenimento é o que define a igreja, em sua missão e ação. Entretenimento passa a ser o alvo e a proposta da Igreja. Se foi bom, divertido e me senti bem, diz o participante, então a Igreja é boa! Alegria, Alegria, grita o pregador, não mais fé e arrependimento.

4. Sola Meo – Venha ao encontro das minhas necessidades. Como um moto modernos, necessidades supridas é o clamor das gentes, e a Igreja moderna busca atendê-las. O "eu" é exaltado, é a preocupação principal e primeira da Igreja. A possibilidade de ofensa ao "ego" (eu em grego) inspira cuidados. A religião é centrada no homem e em suas necessidades sentidas, e não exatamente as reais.

5. Sola Emotionala– Emocionante, amigos e amigas! Sensacionalismos e emocionalismos desmedidos são proclamados como espiritualidade profunda. Pregações chorosas e com voz embargada, de conteúdo raso e que apela tão somente às emoções. Não é um apelo à emoção que decorre da descoberta de verdades que enchem a alma, mas produzida por frases de efeitos e fundos musicais melódicos que conduzem ao choro e expressões românticas sem efeito durarouro.

6. Sola Stupida – Pensar não é permitido. Sem credos/Confissões, liturgias, doutrina, hinos ou referencial histórico qualquer. Qualquer expressão de ordem é entendida com falta de espiritualidade. o moto é: a letra mata e o espírito vivifica. Significados e estudos profundos nas Escrituras Sagradas são repudiados e qualquer indicação de liturgia é entendida como engessar da ação do Espírito, como se tal fosse possível. A falta de conhecimento é exaltada como liberdade e a ignorância como expressão de leveza e tranquilidade. Não conhecer e continuar sem conhecer não causa incômodo, pelo contrário, é bem vista e até desejável.

7. Sola Apostola--O apóstolo é o cara! No final, a glória fica nos bolsos humanos. Um homem é considerado como "o cara", isto é, como a pessoa mais isto ou aquilo. Homens são admirados e honrados, mas da maneira errada. Não como servos fiéis a Deus, mas como deuses menores que controlam as benesses do Deus dos céus. O pastor (ou equivalente) é visto como o fim e o líder maior da Igreja. Seus erros não são criticados e sua postura está sempre certa, seja qual for.

Queridos, estas linhas acima em alguma medida definem nosso tempo. As músicas que vamos estudar aqui são de alguma forma reflexo disso. Cremos que a música na Igreja não é um problema, mas evidencia este!
Busquemos fidelidade à Palavra de Deus, segundo a qual todos nós um dia seremos julgados!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pregação Salmo 150 Igreja Tai An

Espero que apreciem! Esta mensagem foi dada na igreja chinesa. Algumas situações aludidas só fazem sentido para quem esteve lá. Contudo, espero que apesar destas alusões aos momentos históricos que lá passávamos, a mensagem do Senhor, que é para todas as épocas e situações, lhes abençoe o coração.


Aliás, na minha particularíssima opinião, este texto é um dos mais desafiadores para a cristandade moderna. Espero que entendam que meu argumento no Salmo 150 se refere tão somente a ele. Há mais o que falar sobre o assunto, mas sobre o Salmo, isto é tudo o que tenho a oferecer...

Clique e Assista Video Salmo 150

abcs e que Deus os abençoe!
 
Rev. Jônatas Abdias

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Consumido pelo Consumismo

"Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida (ITm 6. 17-19)."
Como é bom comprar!
Como é bom poder sair às compras e ver que se pode gastar o quanto se quer!
Imaginemos não ter um limite tão apertado num cartão de crédito!
Comprar, comprar, comprar...
Por mais que uma pessoa viva numa situação financeira difícil, procura de todas as formas, adquirir aquilo que tanto deseja, mesmo que isso lhe traga frustrações futuras como, por exemplo, não saber como pagar.
Essa é uma das características que marcam o pós-modernismo.
Somos avaliados pelo que temos, e não pelo que somos. Frequentemente, nos sacrificamos porque queremos, a todo o custo, uma identificação com um meio que nos exige a toda hora e, apelativamente, a prova de que também podemos ter. Essa é uma das armadilhas do pós-modernismo: o consumismo.
Mas o consumismo ou o desejo obsessivo de possuir, também revela algo preocupante para o qual nem sempre estamos atentos, qual seja, o prazer de viver um existencialismo que nos tira qualquer preocupação com o amanhã. O que importa é o agora, o hoje. Precisamos esgotar todas as formas de prazer no agora. O pós-modernismo traz em si a sensação de que se eu não aproveitar a vida agora, não posso alcançar a felicidade porque, para o homem pós-moderno, ninguém pode ser feliz por completo. A felicidade é apenas um estado de espírito que rapidamente vem e vai, deixando a sensação de vazio e frustração.
Diante disso, nossos ouvidos e olhos são bombardeados diariamente por propagandas que nos convencem a comprar, comprar e comprar.
Acontece, porém, que esta tendência tem minado também a nossa forma de vivermos para Deus. Sim, porque na sociedade de hoje, tudo é descartável. Queremos momentos prazerosos que nos tragam, a qualquer custo, muitas emoções; que façam com que nos esqueçamos de nossas fraquezas espirituais, nossa mediocridade no culto a Deus. Podemos afirmar que essa ideia de consumismo tem afetado negativamente nossos cultos. Queremos novidades e que elas, de preferência, nos emocione. Não temos paciência com formalidades. Quanto mais livre melhor. Deus passa a ser apenas amor e, se Deus é amor, jamais disciplinaria alguém. Não há, portanto, razão para uma mudança radical de vida. O importante é que eu frequente uma igreja que me faça bem e que não interfira na minha forma descompromissada de viver.
Certamente, isso é também um tipo de consumismo porque, segundo o significado da própria palavra, o que compro hoje, amanhã pode não mais ter valor algum. Na igreja também, o que ouço hoje, não serve para "o domingo que vem”. É preciso sempre inovar.
Mas por que isso é tão preocupante?
É preocupante porque temos nos esquecido de voltar à Bíblia todos os dias, a fim de buscarmos nela lições que ficaram, muitas vezes, abandonadas ou sufocadas nos nossos interesses pessoais. Esquecemos que a razão da nossa existência é viver para Deus. Tudo o que fazemos ou pensamos, ou mesmo adquirimos, vem de Deus.
Portanto, necessário se faz um despertar urgente para aquela velha-nova verdade que nos ensina que “quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”(I Cor 10.31).
O próprio Senhor Jesus deixou bem claro em Mateus 6.25-34 que não devemos andar ansiosos pela nossa vida quanto ao que havemos de comer ou beber ou mesmo vestir.
Por isso, estejamos felizes com o que o Senhor tem nos oferecido diariamente. Nossa vida deve ser conduzida segundo os princípios revelados na palavra de Deus.
Crendo assim, não seremos enredados por tendências e hábitos de uma sociedade corrompida e indiferente ao seu criador, que insiste numa existência sem rumo e marcada pelo prazer fugaz.

Seminarista Jair Quirino

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espanha segue rumo à final: HUMILHAÇÃO PÚBLICA

Nem bem fez um dia que escrevi sobre a perdição e cegueira espiritual dos cativos do pecado que, sem Deus buscam saber o futuro, eis aí mais um drible divino que desconcerta o ídolo do coração rebelde.
Eu, como o médium que apareceu no programa televisivo, aquele da ave falante, críamos que na final desta copa teríamos a Holanda e a Alemanha. Eu, contudo, não ousei fazer de meus achismo futebolísticos, sina ou previsão. Os mantive onde deveriam estar: no campo dos achismo... Mas o médium... este não. Como ele acertou alguma coisa, por sorte ou coincidência, fez a sua mágica geológica e lendo em seu pó de giz afirmou para a espírita que apresentava o programa que as chances estavam maiores para a Alemanha. Eu também achei... mas para achar não precisava consultar os mortos, a terra, as forças místicas nem a conjunção dos planetas...
Bom, garantias feitas que o seu método era mais confiável que o do jogador... de búzios, mais uma predição: Alemanha e Holanda!Este é o momento apropriado para a seguinte manifestação: hahahahhahahahhahahahahhahahahahhahahahahahhahahha!
Deus provou mais uma vez sua singularidade e, controlando os destinos com mão poderosa, humilhou sem dó os deuses estapafúrdios dos rebeldes idólatras, frutrando mais uma de suas predições garantidas e infalíves... rs
Somente Deus é infalível. Somente Deus não frustra. Somente Deus é Deus.
Humilhante!!! Agora, depois do inesperado resultado (que era possível... jogo é jogo); curioso espero para ver com que cara a apresentadora se apresentará...
Nestas horas eu gostaria de ser o rapaz do boneco galinácio: não teria que colocar a cara na tv e, com feições "sem graça" dizer que "falhou de novo"; bastaria colocar o boneco lá na estante e sair de fininho ou não abrir a boca; afinal, bonecos, como os ídolos, não passam vergonha, não ouvem, não sentem, não respondem, porque tem boca e não falam, tem olhos e não vêm, tem ouvidos e não ouvem.
O que resta agora? Somente o corar de vergonha!!!

"E publicamente os humilhou na cruz, cancelando o escrito de dívida que havia contra nós" - Apóstolo Paulo.

Maranata, vem Senhor Jesus!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O Brasil perdeu... e agora?



A copa do mundo de futebol acabou para o Brasil. O retorno dos "guerreiros da cerveja famosa" faz, agora, com que o pais retorna à normalidade e acompanhe, de longe de desinteressadamente o final do campeonato. A propaganda oriunda da mentalidade de "auto-ajuda" diluída em comércio de bebida, agora nos parece patética; mas sempre foi...
Ok, o Brasil perdeu, e agora?
Bom, agora nós queremos ver todos aqueles médiuns e videntes que garantiram a presença do time brasDesde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOUileiro na final do campeonato!
O que aconteceu foi o seguinte: quando o Brasil passou para a fase do "mata-mata", uma apresentadora famosa na televisão, que costuma apresentar-se acompanhada de sua ave de estimação; procurou cartomantes e videntes para saber do futuro. Um desses, que se disse mestre na arte de ler os búzios compareceu e após leitura mística dos mesmos garantiu: "O Brasil tem 99% de ganhar a copa, e a final será entre ele e um time africano". Hoje a mesma apresentadora resolveu humilhar, com razão, o médium que fez a promessa, reapresentando trechos da entrevista. Ele, se foi chamado, não compareceu para dar explicações, afinal, depois de ter dito todas as asneiras que lhe deu vontade, garantiu na mesma hora: "nunca errei!".
Diante desta fato tragi-cômico, o que se esperava era a compulsória, óbvia e certa confrontação do mentiroso enganador com o público espírita enganado. Que explicações ouviríamos (ou ouviremos?)??? Mas o que aconteceu no final?
Hoje pela manhã, mulher e ave de pano no lugar de humilhados (embora sem graças) buscarem auxílio na verdade e confessarem que os búzios mentem, são falsos e que toda este espiritualidade de nada valhe, na busca por redenção, descobriu um geomancista (sabe-se lá o que é ler o destino na terra e pó de cristais, mas...) que acertou o veredito sombrio sobre o time de Dunga. Mais uma vez, numa nova investida idólatra, ouçamos o que o tolo tem a dizer...
Esta é, leitor, a situação espiritual daquele sem Deus. Sua rebeldia é tão intensa que, diante da falha e frustração tão constrangedora que seu ídolo místico lhe faz passar, o que se faz é buscar por outro, que parece saber mais que o anterior. Deus, bíblia, evangelho? Nada disso, trocamos um ídolo por outro.
Por isso que o estudo diligente e intenso das Escrituras se faz mister. Os enganadores estão por aí e cada um mais disposto a tomar o lugar daquele que falhou, até que ele mesmo falhe... A Bíblia proíbe tais coisas, mas seus ouvidos estão tampados e seus olhos cegos.
E agora? Agora eu quero ver só... Cade os sábios deste mundo, cade o profeta, cade a verdade... Humilhados videntes deste mundo, sofram diante do que Jesus disse antes de seu martírio, que conforme previu aconteceu:

"Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU" Jo 13.19

Deus vos abençoe...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Deus que Sempre Fiel

“Saberás, pois, que o Senhor , teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos” (Deuteronômio 7.9).

“Às vezes, você faz tudo certo, leva os filhos à igreja, confia em Deus... e da zebra! ”. Esta não é uma frase imaginária ou hipotética. Infelizmente, temos ouvido frases que tais não somente de pessoas “decepcionadas” com Deus, mas até de pastores (como é o caso da frase supracitada), que pretendem através desta injunção, explicar o que para eles é um “verdadeiro” paradoxo do cristianismo. Para alguns, a verdade se lhes mostra neste “paradoxo” que retrata muito bem a realidade vivida por muitos que o escutam, e havendo lutado por anos com a situação, agora encontraram alívio libertador: a verdade é que pode “dar zebra”! O paradoxo da salvação é a inesperada zebra que advém ao sincero coração daquele que, exausto nos seus afazeres, foi frustrado porque confiou em Deus...
Entretanto, Deus se apresenta sempre fiel; bem diferente deste deus descrito acima. Apresentar o Deus Fiel talvez não dê o mesmo “alívio” ou as mesmas escusas que a tacanha apresentação anterior, mas encherá seu coração do verdadeiro júbilo e do santo temor!
Em Deuteronômio 7.9, Moisés incita o povo a obedecer (guardar) a aliança que Deus faz com eles, para que provassem de uma faceta do caráter de Deus – era importante que eles obedecessem à aliança, pois o Senhor demonstrar-se-ia fiel para com aqueles que o amassem, amor demonstrado em obediência à lei. Moisés não se preocupa em definir ou provar que Deus seja fiel, apenas lhe diz que em vista do cumprimento da promessa feita, a entrada em Canaã não deixaria dúvidas que o Deus da aliança, o nosso Deus, é O DEUS FIEL.

O Deus Fiel

Deus neste texto é chamado de fiel. A idéia básica da raiz é a de firmeza ou certeza. No tempo verbal que se apresenta tem o sentido de “ser estabelecido”, somado às implicações do particípio, tem o sentido de “ser fiel, certo, dependente”, e descreve tanto os que crêem, como também é usada para descrever aquilo sobre o que toda a certeza descansa: o próprio Deus e sua aliança. Esta palavra tem raiz comum com a palavra “amém”, que aponta para a certeza absoluta que Deus ouve nossas orações “conforme o seu poder que opera em nós”.
Quando estudamos os vários contextos em que a palavra hebraica para veracidade ou fidelidade aparece, torna-se evidente que não há verdade no sentido bíblico do termo, i.e., verdade válida, fora de Deus. Toda verdade procede de Deus e é verdade porque está relacionada com Deus. Não sem razão Agostinho afirma que “Toda a verdade é verdade de Deus”.
Deus é chamado fiel em virtude de Ele estar sempre atento à Sua aliança e cumprir todas as promessas que fez ao Seu povo. Deus é o estabelecedor dos pactos com o seu povo. Essas promessas pactuais são fiéis e verdadeiras, porque o Deus fiel e verdadeiro fora quem as estabeleceu e garantiu.
Essa fidelidade de Deus é a base sobre a qual toda a esperança repousa, e a causa do regozijo do povo de Deus. Berkhof salienta que esta característica de Deus, a fidelidade, “os salva do desespero ao qual a sua própria infidelidade facilmente os poderia levar, dá-lhes coragem para prosseguirem, a despeito de todos os seus fracassos, e enche os seus corações de jubilosas antecipações, mesmo quando estão profundamente cônscios do fato de que perderam o direito a todas as bênçãos de Deus. Deus não recua nas suas promessas pactuais. Ele as cumpre cabalmente porque é da sua essência ser fiel à palavra que empenha” (Teologia Sistemática , Louis Berkhof, p. 68 ).
“O homem pode falar a verdade, mas Deus é a verdade. Ele não pode ser diferente. Se Ele fizer alguma coisa que não corresponda à verdade, ele se nega a si mesmo, deixando de ser o que é” (O Ser de Deus e seus Atributos – Herber Carlos de Campos, Cultura Cristã, p. 240. ). O Senhor Deus não é como os deuses das nações, criaturas imaginárias, produto de abstrações de filosofia morta. Não, ele é Deus, Deus de fato, único Deus, o Deus fiel; capaz e pronto não somente para cumprir suas próprias promessas, mas a responder todas as expectativas de seus adoradores, certamente mantendo sua aliança e misericórdia.
Isso nos faz alistar algumas implicações, tais como o nosso premente dever de guardar a aliança. O Senhor pede que sejamos fiéis e verdadeiros no cumprimento da parte que nos cabe da aliança. A aliança apresenta algumas ordenanças ou mandatos, os quais foram colocados ao nosso dispor para nosso crescimento e bem-aventurança. Numa aliança tal qual a que estamos com Deus, não existem reivindicações ou negociação de qualquer natureza; o Senhor da aliança apresenta soberanamente os deveres dos aliançados. Entretanto, a aliança que o Senhor firmou conosco é também uma aliança de amor. Deus vem ao homem motivado pelo seu inexplicável amor. A guarda ou observação desta aliança demonstrará o amor que temos para com Deus. Deus exige de nós obediência, e o faz desde o Éden, fazendo-o até a volta de nosso Senhor.
Uma outra implicação a ser levantada é a bendita verdade que “nEle a gente pode confiar”. “Deus é veraz. Ele não pode enganar ninguém, não pode falhar na sua palavra e, como conseqüência, ninguém pode duvidar dele”. (O Ser de Deus e seus Atributos – Herber Carlos de Campos, Cultura Cristã, p. 243. ). Ninguém poderia ter certeza de nada se não houvesse a fidelidade de Deus (Hb 6.18). Somente uma pessoa veraz pode ser tomada como fidedigna. Deus é digno de confiança porque é sempre verdadeiro no que diz, ele é sempre fiel. Isto nos leva a descansar no Senhor, pois a todas as promessas, Deus proverá cumprimento. Ele é absolutamente confiável porque é absolutamente fiel. Em resumo, as “Caixinhas de promessas” se vendem aos montes, para que sejamos sempre lembrados das mesmas. Entretanto, mesmo que você as ignore, Deus nunca se esquecerá de nada que prometeu. As promessas, Ele cumprirá, mas e nós, temos cumprido a parte que nos cabe?
Uma última implicação: Com Deus nunca ficamos desapontados. “Deus não desaponta a ninguém. Ele sempre responde às nossas expectativas, quanto às suas promessas, porque não é homem para mentir. Tudo o que diz cumpre” (O Ser de Deus e seus Atributos – Herber Carlos de Campos, Cultura Cristã, p. 244 ).
Deus nunca frustrará o coração ansioso por alívio, que anela encontrar a verdade. Ao esperarmos em Deus, descasamos na certeza que Deus confirmará suas palavras, cumprirá nossas expectativas quanto ao que diz e não nos decepcionará. O “dia mau” pode vir, porque podemos fazer coro com o salmista quando diz “Firme está o meu coração, ó Deus! Cantarei e entoarei louvores de toda a minha alma... Porque a cima dos céus se eleva a tua misericórdia e a tua fidelidade, para além das nuvens” (Sl 108.1,4) .
Existe um principio da hermenêutica que diz que a Bíblia é infalível, e não se contradiz; se não consigo ver a relação do texto com o restante da Escritura, o erro ou a ineficiência, é culpa minha, não do texto. Apliquemos o mesmo princípio aqui: Deus é infalível e absolutamente verdadeiro e fiel. Se minha vida não encontra relação com as bênçãos de Deus, a culpa é minha e não de DEUS: (Rm 3.3-4). Deus sempre é fiel, mesmo em face à nossa obstinada infidelidade embrutecida pelo pecado (cf. 2 Tm 2.13).

Conclusão:

Em Deus não existe Frustração; o que não é necessariamente bom, em termos de benefícios a nós homens. Deus é exatamente fiel, e Deus será fiel, seja no cumprimento de suas promessas, seja no cumprimento de suas ameaças. Deus nunca disse que seria somente fiel às promessas benditas, mas sim, que seria fiel à aliança. Na mesma aliança de amor e responsabilidade, o Senhor apresenta bênçãos que decorrem do amor obediente e maldições que decorrem da recalcitrante desobediência (cf. Dt 28).
A aliança é monergista na sua autoridade, manutenção e validação. Mas existem condições que o Senhor estabelece para que provemos sua boa e agradável vontade: “Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra” (Lv 25:18).
O que está grosseiramente equivocado na assertiva inicial, não é a “zebra”, mas o “fazer tudo certo!” Não fosse a misericórdia de Deus, seríamos consumidos! (Lm 3.22) As coisas podem dar muito errado quando nosso compromisso com a aliança de Deus é tomado com irresponsabilidade. Muitos crentes hoje sofrem a desilusão de verem seus sonhos se deteriorando e se escusam imputando a culpa sobre Senhor Deus, chegando ao absurdo de dizer que suas vidas refletem um “paradoxo” inerente ao cristianismo, onde não vale muito fazer ou deixar de fazer, porque, afinal, pode dar zebra mesmo assim!
Precisamos relembrar as Palavras do apóstolo Paulo aos Romanos no capítulo 3: “E daí? Se alguns não creram, a incredulidade deles virá desfazer a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem , segundo está escrito: Para seres justificado nas tuas palavras e venhas a vencer quando fores julgado” (vs 3 e 4, grifo meu ).
Nunca nos esqueçamos, para nosso descanso de alma e bem-aventurança: Deus será sempre fiel!

Rev. Jônatas Abdias de Macedo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O mundo de hoje: Como palhoça na vinha!


As notícias divulgam a situação, e a coisa não está nada boa! Os fatos são chocantes, mas ninguém se choca!?! As cenas são cada vez mais indecentes, as palavras cada vez mais imorais e os atos cada vez mais insanos... mas ninguém reage, ninguém muda de canal, muda de assunto... muda de vida!

Há algumas semanas veio a notícia: mulher é assaltada diante de policiais dentro de uma delegacia! A explicação do chefe do posto policial local: "Acredito que os ladrões era de cidades vizinhas e, por isso, não sabiam que neste prédio funcionava um posto policial". Irônico ou lacônico? Como assim? O fato de não saber que lá haviam policiais não transformou a realidade de ser um posto policial, cheio de policiais... Mas advinha: ninguém fez nada! E pergunta reflexiva da mulher ainda ecoa: "A quem se queixar? Se agora até dentro da delegacia não estamos seguros e se pode ser assaltado? Reclamo para o bispo?" Interessante que um personagem do imaginário religioso brasileiro fosse levantado, não?!?!?

A partir desta notícia, note que haviam várias outras de cunho semelhante, e que as maldades criminosas vem sendo praticadas em plena luz diurna e ninguém reage, ajuda ou reclama...nada, simplesmente nada! Ficamos apáticos e assim permaneceremos!

Esta semana foi a vez de uma loja de jóias dentro de um shopping. Sem vergonha, mas com capuz (meias finas no rosto, na verdade) em 3 minutos ladrões entraram no shopping, assaltaram e joalheria e saíram. Advinha? Acertou! Nada, ninguém fez nada! Foi tão rápido como qualquer ida ao shopping: entrar, pegar, sair...
Ficamos com a impressão do caos, da anarquia. Ninguém gosta da sensação de desproteção que isto gera, mas este é juntamente o resultado da pretensa liberdade que o homem vem buscando: cada um faz o que quer, do jeito que quer e ninguém tem nada que ver com isso!

Estas e outras situações me lembram um trecho da profecia de Isaías. Não... não é isso! Se você pensou que Isaías previu estas coisas, não era isso que queria dizer! Antes, digo que Isaías viveu situação semelhante à nossa e registou o entendimento que Deus deu a ele da situação e de Sua ação Divina sobre a vida. Me refiro ao capítulo primeiro de seu livro: Isaías 1.7-8. Atente para estas palavras:

"A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos. A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada".

A choça ou palhoça era uma estrutura rudimentar para proteção contra o sol ou contra o sereno noturno. Era uma cabaninha feita de qualquer coisa mais próxima e era absolutamente descartável, de modo que, quando terminava o trabalho, ninguém se dava ao luxo de retornar à palhoça para desmontá-la. Ela ficava lá, abandonada, caindo, jogada... longe.

Era assim que Isaías, o profeta, via a situação de seu povo e nação: estamos como que escanteados. Inimigos comem nosso alimento na nossa frente, do nosso prato, e nem sequer reagimos - se indignava ele!

Assim nossos tempos me parecem! E ninguém nada faz...

Nem tudo é só desesperança. Note o verso subsequente:

"Se o Senhor dos Exercitos não nos tivesse deixado alguns sobreviventes, já nos teríamos tornada como Sodoma e semelhantes a Gomorra".

A Igreja de Cristo é a sobrevivente... não é?

Alguma voz deveria realmente alçar-se e dizer: ABSURDO! Mas nem isso temos ouvido. Temos ouvido brados de uma vitória que não vence o mundo, e que defende uma fé na fé (1 Jo 5.4). E por mais que isso também faça parte do pacote de absurdos do nosso tempo, ainda há quem queira VIVER neste mundo, sem o menor anseio do porvir! Viver aqui é viver conforme... Mas o texto bíblico é claro: O Senhor nos deixou alguns SOBREVIVENTES!

Esta semana me perguntaram: "E aí, está pronto para ir para a glória?" Mas antes que eu pudesse responder o interlocutor completou: "Mas vamos pedir para que demore um pouco, não..." Quando vi já tinha respondido: "Claro que não! Só se for agora! Que não demore: Maranata! Vem Senhor Jesus..." Como podemos pensar na glória que nos foi proposta em Cristo e ainda assim dizermos: "Não, espere! Aqui está bom e gostoso, quero ficar mais um pouquinho..."(?!?!!?!?!?)
Nada disso! Vem sem demora, oh Senhor! Vem buscar teu povo que por ti anseia! Nenhuma felicidade desta terra é comparável ao porvir... Mas como

1) Não temos certeza de nossa salvação;

2) Não somos bons servos da aliança, e portanto, não temos visto sinais de salvação nos nosso queridos (filhos, amigos e irmãos);

3) Não temos conhecido a glória revelada na Palavra e nos é proposta na Cruz;

4) Não temos o menor interesse nas coisas celestes, mas no prazer transitório e peculiar deste século;

5) Não achamos nada prático aspirar o céu e a companhia de Jesus;

6) Pensamos no céu como algo um pouco melhor que um belo hotel paradisíaco;

De fato, não há mesmo muitas outras formas de expressar nossa frágil fé senão nos conformarmos com este século! Estamos como choça na vinha, como palhoça no pepinal... o que mais nos espera!??