Louvores e Hinos
quinta-feira, 28 de abril de 2011
1 Cor. 9. 3-18 - Direito de Sustento Pastoral
quinta-feira, 21 de abril de 2011
1 Co 9.3-5 - A legimitidade de se ter uma esposa irmã
terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Deus se revela ao perseverante: Gênesis 32-33
O texto que estudamos nas últimas duas quartas-feiras compreende a história que imediatamente antecede e sucede o famoso evento ocorrido no vau de Jaboque: a luta de Jacó com Deus. Relembremos a tão rica história:
Chamado para retornar à sua terra, Jacó e sua família parte das bandas de Labão rumo às terras em que moravam seus pais e irmão. Este fato trouxe desconforto mui grande ao patriarca, pois teria que se encontrar novamente com aquele que o jurou de morte, Esaú, de quem havia roubado a bênção paterna. Lembro-nos que fora diante das ameaças de morte que a Mãe encomendou a viagem que Jacó empreendeu rumo a Parã.
Jacó vem sendo alvo da atuação de Deus, gozando de Seus cuidados e Sua proteção. Enquanto a história de desenrola, Jacó é transformado pelo Temor de Isaque! Mas isto ainda não está claro, e não se tem evidências concretas destas mudanças. Deus proporcionará os elementos que fundamentarão a afirmação de que Jacó mudou, inclusive, incluindo a mudança de Seu nome, de usurpador, para príncipe de Deus!
Jacó esboça seus temores de reencontrar com Esaú e prepara o encontro enviando uma carreira de presentes para seu irmão. Como um marido quando quer amolecer o coração da esposa, espalha por seu caminho os presente e agrados até que o encontro aconteça. Jacó enviou vários pequenos rebanhos diferenciados e instruiu: Quando Esaú perguntar, diga que tudo o que vê é dele, que é presente meu, e que venho pelo caminho encontrar-me com ele…
Jacó pensava poder comprar o perdão do irmão com presentes. Favor se recebe, não se paga por ele, mas Jacó planeja mesmo assim, movido por seu temor de homens. O temor de Homens (Esaú) nos foi revelado pela oração que ele mesmo. Tal como as nossas orações, ela não é pura, mas misturada de piedade com temores humanos… É bom que se diga que esta é a primeira oração registrada nas Escrituras, e é justamente Jacó quem a faz!
No meio do caminho Deus resolve revelar a Jacó e a nós o que vem operando internamente, mas que ainda não se tem evidência externa indubitável. A transformação progressiva do coração é evidenciada externamente por um novo nome. Jacó entra no vau de Jaboque, mas é Israel quem sai dali!
Jacó enfrenta um homem até ao amanhecer. Deus lhe aparece teofanicamente. Este jogo de palavras é importante ter em mente, pois o lugar batizado por Jacó será Peniel. "Panin", em hebraico significa face. Peniel significa “face de Deus”; nome dado inspirado na ocasião em que, ignorante ou não, Jacó vê a face de Deus e espantosa e inexplicavelmente sai vivo! Teofania carrega em si a mesma ideia: Deus se mostrar visivelmente. Este “homem”, teofania divina (Deus assume temporariamente forma visível), ao amanhecer, após longo embate, simplesmente toca na articulação da coxa de Jacó, debilitando-0 grandemente, mas além do esperado Jacó insiste que não deixará ir o “homem” até que lhe conceda sua bênção. A perseverança de Jacó é admirável!
Deus lhe pergunta do seu nome. Naquele momento, quase que podemos ver Jacó abaixar a cabeça envergonhado de ter que enfrentar sua identidade; identidade esta que ele estava disposto a abandonar, pois não mais queria ser “Jacó”, o enganador. De fato, Deus lhe muda o nome inspirado pelos últimos acontecimentos. Israel carrega em si, em sua raiz, a palavra “Sara”, que pode ser traduzida por “ princesa”, tanto quanto por lutadora.
Após este encontro, finalmente Jacó encontra-se com Esaú, já não mais como Jacó, mas como Israel. A diferença está na postura. Jacó enviou presentes para comprar o perdão. No meio do caminho ele descobre uma coisa chamada GRAÇA. Nas palavras de Jacó, vamos por hora definir assim: Graça é quando “vemos a face de Deus e vivemos…”. Israel é consciente disso e apresenta-se humilde diante de Esaú, e o ritual de vassalo quando encontra seu senhor é executado no começo do capítulo 33. Esta é a postura do arrependido que se encontra diante de Deus: desde de longe vem gritando sua culpa, admitindo que está errado! Mas ao se aproximar de Esaú, Jacó é surpreendido pelo perdão!!!
Agora Jacó insiste que Esaú lhe aceite os presente ofertados. O objetivo agora mudou: não mais se prestam a “comprar” o perdão, mas em expressar sua alegria de ter sido perdoado. Anteriormente Jacó, movido pelo temor de homens – que gera idolatria – ofereceu sacrifício de pecado; mas agora, perdoado, ele quer oferecer sacrifício de louvor! É bom que se observe que a “teoreferencia” é explicitada por Jacó, isto é, sua atitude tem “referência” em Deus, pois ele compara o perdão que Esaú lhe concede com o perdão que recebeu de Deus: “Vi sua face como a de Deus”! Jacó viu no olhar de Esaú a mesma expressão graciosamente perdoadora que viu em Peniel – Jacó estava sendo tratado diferentemente do que merecia.
Este é um texto que fala sobre GRAÇA. A luta de Jacó serve como uma “dobradiça” que une eventos parecidos, porém diferentes entre si. Antes temos uma Jacó que precisa ser perdoado, mas acredita que possa comprar este perdão. Após a luta, ele é um homem já perdoado por Deus, que sem entender recebe a graça e folga nela! Não quer mais comprar perdão porque entendeu que perdão não se comprar, você enfrenta quem precisa lhe perdoar e espera pela graça!
Lições que aprendemos – um resumo
Pedir perdão é apresentar-se em humildade. Lembre-se: se você estivesse certo, não pediria perdão, portanto, não apresente justificativas… apresente-se ao justificador!
Aprendemos também que os temores que temos são melhores enfrentados em oração. Nossas maiores batalhas serão travadas na arena do coração, e a arma a ser usada é a oração!
Perseverar é mais que pedir: é perseverar. Uma das coisas que aprendi, logo no começo da carreira teológica, é que só se persevera perseverando… Jacó foi além, até onde não se esperava ir… a acomodação medíocre e pecaminosa é a razão de muitas pessoas não “lutarem” com Deus. Ele quer ver as mudanças e elas aparecerão quando perseverarmos!
Agora sabemos que Deus, quando opera mudanças internas, estas devem ter expressão visível externamente. Deus muda o coração e as atitudes. Um sem o outro não existe: atitude sem “coração” é farisaísmo. Coração sem atitude é emocionalismo…
Aprendemos também que o perdão de Deus deve ser gozado: e este gozo nos leva a perdoar e ser perdoado pelos homens também! O perdão acaba com a guerra, traz paz, reata os laços, transforma situações!
terça-feira, 5 de abril de 2011
1 Cor 9. 1-2 - Apóstolos hoje? Como identificar um?
terça-feira, 29 de março de 2011
1 Cor 9. 1-27 - Imitando Paulo naquilo que imitou Cristo
quinta-feira, 24 de março de 2011
O governo abençoador de Deus sobre os homens bons e maus

Bençãos, povo de Deus!
Hoje vamos meditar num porção razoavelmente longa, pouco conhecida, mas rica em significado. Esta é a história da despedida de Jacó da casa de Labão. Este, sogro e tio, usou de muita má fé com Jacó. A história de hoje nos reserva momentos de grande indignação, alguns risos, e esperança no que Deus tem reservado para aqueles a quem quer bem.
Nosso texto começa com o anúncio da partida de Jacó (Gn 30.25-26). Jacó entende que este é o tempo que deveria sair daqueles terras e retornar para seu lugar de origem. Provavelmente após os 14 anos que trabalhou por suas esposas. É importante notar que durante todo este tempo e depois de tudo o que passou, Jacó nunca se entendeu como um participante daquela cultura. Jacó se refere a Canaã como "meu lugar e à minha terra", mostrando que lidou com Arã como terra estranha, e se via a si mesmo como um peregrino!
Labão pede que fique: Labão demonstra um correto entendimento, unido a uma terrível egocentricidade. Labão sabe que a ausência de Jacó redundará em ausência de bênçãos, pois o que ele tem experimentado de riquezas e prosperidade vem do Senhor, e é em virtude do amor que Ele tem por Jacó. Suas razões egoístas comtemplam estes elementos, e você pode conferir em Gn.30.27-30.
Jacó percebe que se for construir sua vida agora, nada terá, e aceita a oferta insultante e humilhante de Labão e eles acertam o $alário: Jacó pede que se separe dentre o rebanho de Labão os animais malhados, salpicados e listados. Estranhamente Labão concorda de pronto! Tudo não passou de um estratagema para enganar Jacó, mais uma vez... Tão logo selaram o trato labão trapaceia (Gn 30.35-36), e sordidamente separa do rebanhos os animais que configuravam no trato e os dá a seus filhos, roubando de Jacó sua porção, e os separa 3 dias de jornada, para que Jacó não percebe a trapaça. Labão somente esqueceu-se que Deus tudo vê, e mais à frente Ele o dirá a Jacó...
Nosso texto prossegue relatando o que Jacó fez diante de todos os fatos: trabalhou sem murmurar! Jacó dá início ao seu laborioso trabalho (Gn 30.37-43), e o texto resume a questão dizendo que desta forma Jacó acumulava grandes riquezas!
No capítulo 31, a família de Labão, tão ordinária quanto ele, e igualmente gananciosa, via que a cada dia Jacó enriquecia, ao passo que Labão caminhava rumo à bancarrota. Jacó percebe que a coisa não estava boa para o seu lado, e interpreta os fatos entendendo que Deus foi o autor que agiu providencialmente em seu benefício! (Cf. Gn 31.1-13)
Jacó apresenta sua interpretação para as esposas, e elas concordam com Ele (Gn 31.14.-16). Elas reconhecem aqui que foram tratadas como mercadorias, e portanto, vendidas à Jacó que por elas trabalhou arduamente. Elas percebem que seu Pai houvera gastado o "valor" que seria referente aos dotes. Isto porto, Jacó levanta acampamento e parte das terras de Labão rumo ao seu lar (Gn 31.17-21).
Neste ínterim, Raquel, que já havia demonstrado idolatria vinda do íntimo do coração, rouba furtivamente os ídolos do lar de seu pai (Gn 31.19). O problema real e grave é que Raquel abrigava aqueles ídolos em seu coração, e ainda que estivesse disposta a deixar sua casa, suas coisas e até seu pai, não estava disposta a deixar seus ídolos! Ela cria que de alguma forma, os deuses de seu pai a abençoariam, por isso ela os levou. Talvez ela cresse que houvesse um Deus que governava a terra, mas estava muito distante e inacessível para que ela o manipulasse a favor do seu conforto. Repare que Raquel pecou para conseguir o que queria e pecou para manter o que obteve. Ela queria um deus que lhe desse o que ela pensava precisar, um deus que ela pudesse roubar, que pudesse esconder. Ela queria um deus que pudesse levar na bolsa!
Labão sabe do ocorrido e sai no encalço de Jacó e sua família (Gn 31.22-24). Como eu disse no estudo bíblico, não me perguntem por que Deus resolveu falar com Labão. Sabemos somente que Deus é soberano, fala com quem quer, e faz tudo conforme lhe apraz. Outrossim, é bom saber que Deus é o Deus de toda a terra, e não somente dos cristãos...
Num momento irônico e bem engraçado, Labão tenta repreender a Jacó. Quase que é possível ver o rosto de Jacó esboçar um rido ligeiro ante às palavras de Labão: "Por que fugiste ocultamente, e me lograste, e nada me fizeste saber, para que eu te despedisse com alegria, e com cânticos, e com tamboril, e com harpa?" Podemos imaginar uns motivos, não?!?!?
Labão está mais preocupado com seus ídolos, e investiga o acampamento de Jacó. Ele não irá encontra-los porque Raquel está sentada em cima deles! Ela mente que está menstruada para que seu Pai não tente apalpar e por fim encontrar o que está perdido!
Visto que nada foi achado, Jacó prova sua inocência em todos os casos, desde a aquisição das esposas até a presente situação (Gn 31.36-42). Jacó e Labão fazem uma aliança (Gn 31. 43-55) e na saída, Jacó batiza o acampamento de Maanaim. Isto é bastante significativo, pois Jacó, embora com seus muitos erros, é um homem disposto a sempre que pode, reconhecer que Deus se achou em seus caminhos. Mais tarde o sábio registrará "Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. (Pro 3:6 ARA)". Jacó cria nisso e Deus cumpriu em sua vida esta promessa!
Jacó também experimentou o que Deus revelou a Moisés e este registrou no livro de Deuteronômi, cap. 28: Tanto as bênçãos quanto as maldições possuem o mesmo cabeçalho: "virão e te alcançarão". Se por um lado é muito ruim saber que não o que se possa fazer para se livrar das maldições decorrentes da quebra da lei, por outro é altamente consolador e bendito saber que também não há o que se possa fazer quando Deus quer abençoar alguém! As bençãos correm e alcançam, e pronto final! Não há pecado, trapaça, ou qualquer força criada ou imaginada que possa impedir Deus de abençoar a quem ele quiser fazê-lo!!!
Então...
Vivamos como peregrinos nesta terra;
Não murmuremos antes às justiças sofridas, Deus tudo vê e de todos é juiz;
Reconheça ação providente de Deus em sua vida;
Entregue seus caminhos ao Senhor;
Fuja dos ídolos!