domingo, 18 de abril de 2010

Churrascão da UMP


Um dia muito especial!
Muito esperado!
Finalmente o churrasco da UMP aconteceu. Deus nos abençoou com um delicioso churrasco.
Tivemos o alimento para o corpo, além até do que esperávamos. E também tivemos o alimento espiritual.
Em nosso momento devocional, antes do churrasco, meditamos no texto de Josué 24.1-17. No texto, Deus através de Josué, lembra o povo de Israel que Ele é o Deus que os resgatou do Egito; os fez passar pelo Mar Vermelho a pés enxutos, alimentou e aqueceu o povo durante sua passagem pelo deserto. Deus também nos lembrou que Ele nos salvou através do sacríficio de Jesus Cristo e por meio deste sacrifício, podemos ter paz, alegria e receber os benefícios que Cristo garantiu aos salvos na Cruz.
Foi uma programação muito especial!
Outras virão! E sabemos que da mesma forma que Deus falou conosco, falará novamente e nos ensinará; mantendo-nos firmes e alimentados!
Um abraço!

Aspirante Felipe Quirino
Presidente da UMP-2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CLASSE DE JOVENS

O que é uma igreja saudável?

A Classe de Jovens da Igreja Presbiteriana de Poá é composta hoje por cerca de 35 matriculados e, a cada domingo, percebemos a disposição desses jovens em vir à casa de Deus para ampliarem seus conhecimentos sobre importantes temas bíblicos.
Atualmente, nosso guia de estudos tem sido o livro “O que é uma Igreja saudável”, de Mark Dever. Obviamente, esses estudos são desenvolvidos numa perspectiva biblicamente orientada.
O nosso coordenador pedagógico é o Rev. Jônatas, pastor de nossa igreja, que sempre está disposto a dirimir algumas dúvidas teológicas que vão surgindo ao longo do curso.
O autor do livro, Mark Dever, é pastor da Igreja Batista de Capitol Hil, em Washington D.C. Além de suas responsabilidades pastorais, é diretor executivo do Ministério 9 Marcas. Dever é casado com Cornie e tem um filho. Atualmente vivem em Washington.
No que respeita aos estudos que foram ministrados em Escola Dominical, até agora, podemos dizer que são temas riquíssimos para nossa classe, haja vista a boa participação dos alunos durante as aulas.
Estamos no 6º capítulo do livro e, até aqui, vimos que para que uma igreja seja saudável é imprescindível que seus membros tenham um correto conceito do que realmente representa ser um cristão. Segundo Dever, “o cristão é, primeiramente, alguém que em Cristo foi reconciliado com Deus. Cristo satisfez a ira de Deus, e o cristão é agora declarado justo diante dEle, chamado a uma vida de retidão, e vive na esperança de um dia estar diante da majestade de Deus, no céu”. (pág. 21)
Outra característica importante que deve identificar uma igreja saudável, é que o cristão precisa ter a clara ideia do que significa, realmente, fazer parte de uma igreja. O autor destaca que igreja “é um povo, não um lugar, nem uma estatística. É um corpo unido a Cristo que é a cabeça. É uma família, unida por adoção por meio de Cristo”. (pág. 33)
Assim, cremos que uma igreja saudável deve ser composta de membros que manifestam em todo o lugar a glória de Deus. Mark Dever, acerca deste assunto, argumenta que uma igreja saudável “é aquela que também é chamada a manifestar, em todo o lugar, a glória de Deus, testemunhando em atos e palavras a grande sabedoria de Deus e a sua obra de salvação”. (pág. 43)
Por fim, em nosso último encontro, estudamos sobre a importância da pregação expositiva, e quais os benefícios deste tipo de sermão para a igreja. Aprendemos que na pregação expositiva: A passagem governa o sermão; O expositor comunica um conceito; O conceito vem do texto; O Conceito é aplicado ao expositor; O conceito é aplicado aos ouvintes. (Tópicos extraídos do livro de Haddon W. Robinson: “Pregação Bíblica: O desenvolvimento e a entrega de sermões expositivos”. São Paulo: Shedd publicações, 2003).
Essas são, grosso modo, as lições aprendidas na classe de jovens neste primeiro trimestre, mas pretendemos, com a graça de Deus, prosseguir nessa jornada tão enriquecedora para nossa vida espiritual.
Aguardamos, ansiosamente, as manhãs de domingo onde, na alegre companhia dos jovens de nossa igreja, damos prosseguimento a essa série de estudos sobre “O que é uma igreja saudável?”
Cremos que a cada Escola Bíblica Dominical, os assuntos abordados vão fechar conceitos bíblicos importantes para que tenhamos uma igreja saudável; de cristãos saudáveis, que manifestem em todo o lugar a saúde espiritual adquirida na palavra de Deus.

Um abraço a todos os meus alunos e alunas.
Prof. Sem. Jair Quirino

terça-feira, 16 de março de 2010

O exemplo de Hebe!

Por estes dias ouvi dizer que Hebe Camargo estava se tratando de um tumor. Tão logo a notícia me chegou aos ouvidos, junto também veio as novas de sua melhora. Era notícia antiga, eu que estava desatualizado...

No entanto, enquanto mais um destes inúmeros programinhas sensacionalistas tentava lucrar mais um pouco com o trabalho de outros, a apresentadora tomou de uma revista para a qual Hebe concedeu entrevista, e começou a leitura de alguns trechos.
Espantado, pus-me a pensar: Ela será um grande exemplo... Ficou doente, quase morreu, teve uma das mais dramáticas das doenças, e ainda está dando lição de fé! Pois é; Hebe está apresentando sua fé, sua religiosidade, como fonte de sua energia para passar por mais esta vicissitude da vida.

Aí é que vem a reflexão: Na entrevista não aparece em momento algum uma clara indicação a Deus. Afirma-se a crença em seus santos, afirma-se a necessidade de uma "espiritualidade", de uma "fé" sem a qual ninguém verá o próximo episódio... Mas em quê?

Há muito tempo se perdeu a noção de que a pessoalidade deste ser superior é importante. Fala-se e ainda muito haverá de se falar, da necessidade de crença numa força maior, num ser superior. A mistura indiscernível que torna impreciso e difícil de dizer se este ou isto é uma pessoa ou coisa é tão grande que, não interessa que nome dê, dê um nome e o adora em fé...
Estamos diante da mais nova expressão consolidada de fé na fé. O objeto da fé pouco importa! O pior resultado desta tendência mundial é sua entrada na igreja de Cristo. A igreja que se permite ser invadida por esta nova espiritualidade logo verá a si mesma pregando a fé que faz, mas uma fé que vem de dentro, que precisa ser exercitada, posta em prática, mas que nada deve a ninguém a não ser ao agente da fé: você mesmo! Uma igreja assim, logo verá o quão desnecessário é pregar em sua fronte uma placa com o nome de Deus! A igreja é igreja, pensam eles, mesmo sem Deus.... o que não pode faltar é fé!

Como já dizia um filme antigo: Fé demais, não cheia bem! Uma reunião espiritual de pessoas buscando, pela fé, uma força maior é tudo, menos uma Igreja! Nesta a razão de sua existência é um ser pessoal, bem definido, cujo nome é Santo e Sua perene existência motiva todo o viver; é o mesmo que afirmar que tudo o que existe deve sua existência e os fatos que disso decorre, a um ser Pessoal, Nominal, Criador e Sustentador desta criação: Seu Nome, acima de Todo nome, é Deus, o Santo de Israel, O Senhor da Aliança, que enviou seu filho Jesus, Deus-Homem, e providenciou em sua vida, morte e ressurreição, redenção de verdade para todo o que Nele crê!

Fica então, o alerta: Não use a Hebe como um exemplo de fé! Ela não o é. Antes, é um exemplo do quão distante o mundo à nossa volta está do Senhor Deus! Ela é um exemplo de uma espiritualidade vazia, sem conteúdo, sem Deus... Se algo aconteceu, a ela ou a qualquer um de nós, isto se deve à intervensão graciosa de um Deus pessoal, que se revelou misericordioso na sua Palavra, a Bíblia, e que merece além de nosso respeito, toda a nossa devoção, em singela e verdadeira adoração.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Cabana - A Perda da Arte de Discernimento Evangélico


O mundo editorial vê poucos livros atingirem o status de "sucesso". No entanto, o livro A Cabana, escrito por William Paul Yong, superou esse status. O livro, publicado originalmente pelo próprio autor e dois amigos, já vendeu mais de dez milhões de cópias e já foi traduzido para mais de trinta idiomas. É, agora, um dos livros mais vendidos de todos os tempos, e seus leitores estão entusiasmados.
De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus próprios filhos. Em essência, ele pode ser descrito como uma teodicéia em forma de narrativa – uma tentativa de responder à questão do mal e do caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está entristecido por causa do rapto e do assassinato brutal de sua filha de sete anos, quando recebe aquilo que se torna uma intimação de Deus para encontrá-lo na mesma cabana em que a menina foi morta.
Na cabana, "Mack" se encontra com a Trindade divina, onde Deus, o Pai, é representado como "Papai", uma mulher afro-americana, e Jesus, por um carpinteiro judeu, e "Sarayu", uma mulher asiática, é identificada como o Espírito Santo. O livro é, principalmente, uma série de diálogos entre Mack, Papai, Jesus e Sarayu. As conversas revelam que Deus é bem diferente do Deus da Bíblia. "Papai" é absolutamente alguém que não faz julgamentos e parece determinado a afirmar que toda a humanidade já está redimida.
A teologia de A Cabana não é incidental à história. De fato, em muitos pontos a narrativa serve, principalmente, como uma estrutura para os diálogos. E estes revelam uma teologia que, no melhor, é não-convencional e, sem dúvida, herética em certos aspectos.
Embora o artifício literário de uma "trindade" não-convencional de pessoas divinas seja, em si mesmo, antibíblico e perigoso, as explicações teológicas são piores. "Papai" conta a Mack sobre o tempo em que as três pessoas da Trindade manifestaram-se da seguinte forma: "nós falamos com a humanidade através da existência humana como Filho de Deus". Em nenhuma passagem da Bíblia, o Pai ou o Espírito Santos é descrito como assumindo a forma humana. A cristologia do livro é confusa. "Papai" diz a Mack que, embora Jesus seja plenamente Deus, "ele nunca usou a sua natureza como Deus para fazer qualquer coisa". Eles apenas viveu do seu relacionamento comigo, da mesma maneira como eu desejo me relacionar com qualquer ser humano". Quando Jesus curou o cego, "Ele fez isso como um ser humano dependente que confiava em minha vida e poder para agir nele e por meio dele. Jesus, como ser humano, não tinha qualquer poder em si mesmo para curar alguém".
Embora haja muita confusão teológica a ser esclarecida no livro, basta dizer que a igreja cristã tem lutado por séculos para chegar a um entendimento fiel da Trindade, a fim de evitar esse tipo de confusão – reconhecendo que a fé cristã está, ela mesma, em perigo.
Jesus diz a Mack que ele é "o melhor caminho para qualquer ser humano se relacionar com Papai ou com Sarayu". Não é o único caminho, mas o melhor caminho.
Em outro capítulo, "Papai" corrige a teologia de Mack afirmando: "Eu não preciso punir as pessoas pelos seus pecados. O pecado é a sua própria punição, que devora você a partir do interior. Não tenho o propósito de punir o pecado; tenho alegria em curá-lo". Sem dúvida, a alegria de Deus está na expiação realizada pelo Filho. No entanto, a Bíblia revela consistentemente que Deus é o Juiz santo e reto, que punirá pecadores. A idéia de que o pecado é a "sua própria punição" se encaixa no conceito do karma, e não no evangelho cristão.
O relacionamento do Pai com o Filho, revelado em textos como João 17, é rejeitado em favor de uma absoluta igualdade de autoridade entre as pessoas da Trindade. "Papai" explica que "não temos qualquer conceito de autoridade final entre nós, somente unidade". Em um dos mais bizarros parágrafos do livro, Jesus diz a Mack: "Papai é tão submisso a mim como o sou a ele, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela. Submissão não diz respeito à autoridade e à obediência; é um relacionamento de amor e respeito. De fato, somos submissos a você da mesma maneira".
Essa hipotética submissão da Trindade a um ser humano – ou a todos os seres humanos – é uma inovação teológica do tipo mais extremo e perigoso. A essência da idolatria é a auto-adoração, e essa noção da Trindade submissa (em algum sentido) à humanidade é indiscutivelmente idólatra.
O aspecto mais controverso da mensagem de A Cabana gira em torno das questões do universalismo, da redenção universal e da reconciliação final. Jesus diz a Mack: "Aqueles que me amam procedem de todo sistema que existe. São budistas, mórmons, batistas, islamitas, democratas, republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer igreja ou de instituições religiosas". Jesus acrescenta: "Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero unir-me a eles em sua transformação em filhos e filhas de meu Papai, em meus irmãos e irmãs, meus amados".
Em seguida, Mack faz a pergunta óbvia: Todos os caminhos levam a Cristo? Jesus responde: "Muitos dos caminhos não levam a lugar algum. O que isso significa é que eu irei a qualquer caminho para encontrar vocês".
Devido ao contexto, é impossível extrair conclusões essencialmente universalistas ou inclusivistas quanto ao significado de Yong. "Papai" repreende Mack dizendo que está agora reconciliado com todo o mundo. Mack replica: "Todo o mundo? Você quer dizer aqueles que crêem em você, não é?" "Papai responde: "Todo o mundo, Mack".
No todo, isso significa algo bem próximo da doutrina da reconciliação proposta por Karl Barth. E, embora Wayne Jacobson, o colaborador de Young, tenha lamentado haver pessoas que acusam o livro de ensinar a reconciliação final, ele reconhece que as primeiras edições do manuscrito foram influenciadas indevidamente pela "parcialidade, na época," de Young para com a reconciliação final – a crença de que a cruz e a ressurreição de Cristo realizaram a reconciliação unilateral de todos os pecadores (e de toda a criação) com Deus.
James B. DeYoung, do Western Theological Seminary, um erudito em Novo Testamento que conheceu Young por vários anos, documenta a aceitação de Young quanto a uma forma de "universalismo cristão". A Cabana, ele conclui, "descansa sobre o fundamento da reconciliação universal".
Apesar de que Wayne Jacobson e outros se queixam daqueles que identificam heresia em A Cabana, o fato é que a igreja cristã tem identificado, explicitamente, esses ensinos como heresia. A pergunta óbvia é esta: por que tantos cristãos evangélicos parecem ser atraídos não somente à história, mas também à teologia apresentada na narrativa – uma teologia que, em vários pontos, está em conflito com as convicções evangélicas?
Os observadores evangélicos não estão sozinhos em fazer essa pergunta. Escrevendo em The Chronicle of High Education (A Crônica da Educação Superior), o professor Timothy Beal, da Case Western University, argumentou que a popularidade de A Cabana sugere que os evangélicos devem estar mudando a sua teologia. Ele cita os "modelos metafóricos não-bíblicos de Deus" no livro, bem como seu modelo "não-hierárquico" da Tridade e, mais notavelmente, "sua teologia de salvação universal".
Beal afirma que nada dessa teologia faz parte das "principais correntes teológicas evangélicas" e explica: "De fato, essas três coisas estão arraigadas no discurso teológico acadêmico radical e liberal dos anos 1970 e 1980 – que influenciou profundamente os feministas contemporâneos e a teologia da libertação, mas que, até agora, teve muito pouco impacto nas imaginações teológicas de não-acadêmicos, especialmente dentro das principais correntes religiosas".
Em seguida, ele pergunta: "O que essas idéias teológicas progressistas estão fazendo no fenômeno da ficção evangélica?" Ele responde: "Desconhecidas para muitos de nós, elas têm estado presente em muitos segmentos liberais do pensamento evangélico durante décadas". Agora, ele diz, A Cabana introduziu e popularizou esses conceitos liberais até entre as principais denominações evangélicas.
Timothy Beal não pode ser rejeitado como um conservador e "caçador de heresias". Ele está admirado com o fato de que essas "idéias teológicas progressistas" estão "se introduzindo aos poucos na cultura popular por meio de A Cabana".
De modo semelhante, escrevendo em Books & Culture (Livros e Cultura), Katharine Jeffrey conclui que A Cabana "oferece uma teodicéia pós-moderna e pós-bíblica". Embora sua principal preocupação seja o lugar do livro "num panorama literário cristão", ela não pôde evitar o lidar com a sua mensagem teológica.
Ao avaliar o livro, deve-se ter em mente que A Cabana é uma obra de ficção. Contudo, é também um argumento teológico, e isso não pode ser negado. Diversos romances notáveis e obras de literatura contêm teologia aberrante e heresia. A pergunta crucial é se as doutrinas aberrantes são características da história ou são a mensagem da obra. Em A Cabana, o fato inquietante é que muitos leitores são atraídos à mensagem teológica do livro e não percebem como ela conflita com a Bíblia em muitos assuntos cruciais.
Tudo isso revela um fracasso desastroso do discernimento evangélico. Dificilmente não concluímos que o discernimento teológico é agora uma arte perdida entre os evangélicos – e esse erro pode levar tão-somente à catástrofe teológica.
A resposta não é banir A Cabana ou arrancá-lo das mãos dos leitores. Não precisamos temer livros – temos de estar prontos para responder-lhes. Necessitamos desesperadamente de uma redescoberta teológica que só pode vir de praticarmos o discernimento bíblico. Isso exigirá que identifiquemos os perigos doutrinários de A Cabana. Mas a nossa principal tarefa consiste em familiarizar novamente os evangélicos com os ensinos da Bíblia sobre esses assuntos e fomentar um rearmamento doutrinário de cristãos evangélicos.
A Cabana é um alerta para o cristianismo evangélico. Uma avaliação como a que Timothy Beal ofereceu é reveladora. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – um fracasso em entender o evangelho de Cristo. A tragédia de que os evangélicos perderam a arte de discernimento bíblico se origina na desastrosa perda do conhecimento da Bíblia. O discernimento não pode sobreviver sem doutrina.
Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright:

© R. Albert Mohler Jr.

Traduzido do original em inglês: The Shack —
The Missing Art of Evangelical Discernment.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Procura-se: Velhos soldados para defenderem velhas verdades no Ano Novo


A igreja necessita grandemente de cristãos maduros, e especialmente quando há muitos novos convertidos sendo acrescentados a ela. Novos convertidos fornecem ímpeto à igreja, mas a sua espinha dorsal e a sua substância devem, sob Deus, repousar sobre os membros mais maduros.
Nós queremos os cristãos maduros no exército de Cristo fazendo o papel de veteranos, inspirando os demais com frieza, coragem e firmeza; porque se o exército inteiro for composto de recrutas inexperientes a tendência será que eles hesitem quando o assalto for mais feroz que o habitual.
A velha guarda, os homens que respiraram fumaça e comeram fogo anteriormente, não tremem quando a batalha se enfurece como uma tempestade. Eles podem até morrer, mas jamais se rendem. Quando eles ouvem o grito de "Avante," eles podem não avançar tão agilmente à frente como os soldados mais jovens, mas eles arrastam a artilharia pesada, e o seu avanço uma vez conquistado, é seguro. Eles não vacilam quando os tiros voam intensamente, porque eles se lembram de antigas batalhas em que Jeová cobriu suas cabeças. A igreja precisa, nestes dias de fragilidade e falta de compromisso, de crentes mais decididos, profundos, bem-instruídos e confirmados.
"A velha guarda, os homens que respiraram fumaça e comeram fogo anteriormente, não tremem quando a batalha se enfurece como uma tempestade. Eles podem até morrer, mas jamais se rendem."
Nós somos assaltados por todo tipo de doutrinas novas. A velha fé é atacada por assim-chamados “reformadores” que adorariam reformá-la completamente. Eu espero ouvir notícias de alguma doutrina nova uma vez por semana. Tão freqüentemente como a lua muda, um ou outro profeta é movido a propor alguma nova teoria, e acreditem, ele lutará mais bravamente por sua novidade do que jamais fez pelo Evangelho. O descobridor se acha um Lutero moderno, e da sua doutrina ele pensa como Davi pensou da espada de Golias: "Não há outra semelhante."*
"Tão freqüentemente como a lua muda, um ou outro profeta é movido a propor alguma nova teoria, e acreditem, ele lutará mais bravamente por sua novidade do que jamais fez pelo Evangelho."
Como Martinho Lutero disse de alguns nos seus dias, estes inventores de novas doutrinas encaram suas descobertas como uma vaca diante de um portão novo, como se não houvesse nada mais no mundo para se encarar. Eles esperam que todos nós fiquemos loucos por seus modismos e marchemos de acordo com o seu apito. Ao que nós damos ouvidos? Não, nem por uma hora.
Eles podem reunir uma tropa de recrutas inexperientes e conduzirem-nos para onde quiserem, mas para crentes confirmados eles soam suas cornetas em vão. Crianças correm atrás de qualquer brinquedo novo; em qualquer pequena apresentação de rua os garotos ficam todos excitados, boquiabertos; mas os seus pais têm trabalho por fazer, e suas mães têm outros assuntos em casa; aquele tambor e aquele apito não vão atraí-los.
"Eles podem reunir uma tropa de recrutas inexperientes e conduzirem-nos para onde quiserem, mas para crentes confirmados eles soam suas cornetas em vão."
Pela solidez da igreja, pela firmeza da fé, por sua defesa contra os recursivos ataques de hereges e infiéis, e pelo avanço permanente dela e a conquista de novas províncias para Cristo, nós não queremos apenas seu sangue jovem, quente, o qual esperamos que Deus sempre nos envie pois é de imensa utilidade e não poderíamos ficar sem. Mas nós também precisamos dos corações frios, firmes, bem-disciplinados e profundamente experimentados de homens que conhecem por experiência a verdade de Deus, e atém-se firmemente ao que aprenderam na escola de Cristo.
Que o Senhor nosso Deus nos envie muitos desses. Eles são extremamente necessários.

C.H. Spurgeon


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* N.T.: Referência a 1 Sm 21:9
Fonte: Trecho extraído do sermão Fruto Maduro pregado em 14 de Agosto de 1870.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Nem Papai Noel Escapou...

A banalização da espiritualidade chegou a píncaros mais elevados. O clima pseudo-fraternal que o natal comercial produz leva à frequente repetição de jargões que falam do "espírito natalino". Desta vez, foi a vez de "Papai Noel" virar um...

A cosmovisão pós-moderna tem proposto uma despersonalização de Deus. Deus e seu caráter pessoal foi desaparecendo aos poucos. Com o tempo, o Deus pessoal e criador, se tornou um deus distante, deísta. Este degenou-se num deus pessoalizado, ou seja: eu sou a pessoa deus, porque deus está em mim; até que por fim dilui-se no tudo e tornou-se nada: deus está em tudo... quando menos nos apercebemos, Deus se tornou uma força cósmica involutária a vagar pelo universo, muito pouco interessados nos afazeres humanos, até porque ele não passava de uma grande força.

Esta tendência ridicularizou-se. Agora é Papai Noel que não é mais uma pessoa. Ele que já é um intruso no conceito de natal e nada tem que ver com o natal cristão, embora seja abrigado em muitos lares que assim se chamam; Ele que é uma figura pagã e não colabora para trazer à memória incrédula o verdadeiro sentido do natal; Ele que estimula a mentira dos pais aos filhos que, frustrados, crescem e descobrem serem alvos de uma piada sem graça por anos, vitimados por aqueles em quem confiavam... Ele que é um ícone natalino popular, também levou as suas e não saiu ileso.

Conquanto o personagem tenha sido sempre fictício, ouvi recentemente de uma apresentadora de tv que "o papai noel é de fato o sentimento natalino que invade todos nós"; Adeus Papai Noel... Morreste como um dia pensaram ter matado Deus: não és mais uma pessoa, mas um sentimento, um "espírito Natalino", a vagar pelos natais perdidos de mentes humanas carentes de esperança!

Neste breve reflexão de Natal quero lembrar que nada há de especial nesta data. Naquela noite comum, sem ceia e sem luzes, nasceu o Salvador, em humildade e discrição.
Aproveito para lembrar: O natal sem Cristo carece de significado e quanto mais se tenta explicá-lo sem Jesus, mais estranho a coisa fica. Daqui a pouco as igrejas correrão o risco de esquecerem porque comemoram o natal, as festividades natalinas um dia poderão esquecer-se de mencionar o fato, e quando menos nos apercebermos...

Bom, caros leitores; Deus, que é tri-pessoal, em Cristo, Deus encarnado, Pessoa, homem como nós e Deus como Deus; nos dê graça para suportarmos os dias maus, quando o amor se esfria e a memória se esquece!

Jesus Cristo encarnou-se, e se há alguma coisa a comemorar, é a graça de Deus revelada na encarnação, que humilhando o Salvador, glorificou a carne enferma pelo pecado, trazendo salvação e luz. Não subestime a manjedoura! Nela dormia o Redentor dos homens, Deus encarnado. Sem esta lembrança, comemorando ou não o natal, a VIDA passa sem sentido, mas não sem rumo! Mude o rumo de sua vida, se arrume e, com Cristo Jesus, sigamos rumo aos céus!